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Maice consolida serviço de alta complexidade com mais dedr 500 cirurgias cardíacas

Atualmente, o Hospital Maice é referência para cerca de 40 municípios

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O Hospital Maice de Caçador vive um marco histórico desde 4 de agosto de 2022, quando foi publicada no Diário Oficial da União a Portaria GM/MS nº 3.212, que habilitou oficialmente a instituição como Unidade de Assistência em Alta Complexidade Cardiovascular. A medida representou um avanço decisivo para a saúde regional, garantindo atendimento especializado e de excelência a pacientes de toda a macrorregião. Atualmente, o Hospital Maice é referência para cerca de 40 municípios.

Os atendimentos mais frequentes envolvem casos de alta complexidade, como insuficiência coronariana aguda, insuficiência cardíaca avançada, arritmias, miocardites e pericardites, hipertensão arterial grave, tromboembolismo pulmonar, dissecções e aneurismas de aorta torácica, doenças das valvas cardíacas, cardiopatias congênitas e tumores cardíacos.

A primeira cirurgia cardíaca foi realizada em novembro de 2022. Desde então, muitas vidas foram salvas. Em dezembro de 2025, a Unidade de Assistência em Alta Complexidade Cardiovascular do Hospital Maicé alcançou a marca de 500 cirurgias cardíacas realizadas, além de mais de mil procedimentos no total, considerando diferentes intervenções cardiológicas.

Quatro pilares da cardiologia

O serviço de cardiologia do Hospital Maice está estruturado em quatro pilares fundamentais: hemodinâmica, cirurgia cardíaca, cardiologia clínica e cirurgia vascular.

O médico Dr. Daniel Corrêa, diretor técnico do Hospital Maice, acompanhou desde o início o processo de implantação da cardiologia de alta complexidade em Caçador. Segundo ele, o serviço segue em constante evolução. “Hoje nós temos essas quatro áreas implantadas e estamos buscando novas habilitações para complementar o serviço já existente, como a eletrofisiologia, a endovascular e o implante de CDI (Cardioversor Desfibrilador Implantável). São habilitações separadas, mas fundamentais para que o serviço fique ainda mais completo”, explica.

De acordo com o médico, foram 500 cirurgias com circulação extracorpórea, sem contar os implantes de marca-passo. A média mensal é de cerca de 15 cirurgias cardíacas, além de 10 a 12 implantes de marca-passo por mês. Já os procedimentos de hemodinâmica, como cateterismos eletivos e de urgência, ultrapassam 100 atendimentos mensais.

A demanda, segundo Dr. Daniel, é constante. “Todo dia, se você vier à emergência, vai encontrar paciente com infarto. E mais de 95% desses atendimentos são pelo SUS”, destaca.

Tecnologia, equipe e novos avanços

Mesmo com os avanços alcançados em pouco mais de três anos de funcionamento, o serviço segue em aprimoramento contínuo. O Hospital Maice já realiza procedimentos de cardiologia estrutural, como o TAVI – implante de válvula aórtica por cateterismo, sem a necessidade de cirurgia aberta –, considerado um tratamento de ponta, ainda pouco acessível pelo SUS no Brasil.

Também são realizados procedimentos percutâneos, implantes de marca-passo fisiológico e outras técnicas avançadas, com o apoio de profissionais altamente especializados.

Agora, o hospital busca novas habilitações que devem consolidar ainda mais sua posição como centro de referência:
Eletrofisiologia, voltada ao tratamento de arritmias complexas, como a ablação da fibrilação atrial;
Endovascular, para o tratamento de doenças da aorta e carótidas com endopróteses e stents;

Implante de CDI e ressincronizadores cardíacos, dispositivos de alta complexidade indicados para pacientes com insuficiência cardíaca avançada.
“Com essas habilitações, nos tornaríamos uma unidade de referência ainda mais completa”, afirma o diretor técnico.

Tempo é vida
Um dos principais ganhos com a implantação da cardiologia de alta complexidade em Caçador é a redução do tempo de atendimento em situações críticas, especialmente em casos de infarto e AVC.
Antes, pacientes infartados precisavam receber trombolítico intravenoso e aguardar transferência para outras cidades, como Xanxerê, em um trajeto que podia levar quatro ou cinco horas. Hoje, o atendimento é imediato. “Na cardiologia, existe uma máxima: tempo é músculo. Quanto mais tempo o paciente fica sem tratamento adequado, pior é o prognóstico. Hoje, com o serviço completo, conseguimos melhorar significativamente os resultados”, ressalta Dr. Daniel Corrêa.
Os números confirmam a efetividade do serviço. Além das cirurgias e angioplastias realizadas, destaca-se o alto índice de sobrevida em casos gravíssimos, como a dissecção de aorta tipo A – uma condição com mortalidade historicamente elevada. “No segundo ano em diante, nossa taxa de sobrevida foi muito boa. De seis pacientes operados, apenas um foi a óbito, quando, historicamente, a mortalidade pode chegar a 100%”, relata.

Impacto regional

Para o diretor técnico, a presença de um serviço de alta complexidade cardiovascular em Caçador representa segurança, qualidade e esperança para toda a região. “A vantagem de ter um serviço desse porte na cidade é enorme. Agregou muita qualidade ao hospital e trouxe segurança para a população. Hoje, muitas vidas estão sendo salvas graças à estrutura, à tecnologia e à equipe qualificada que temos aqui”, conclui.

O setor de cardiologia do hospital Maice

Hemodinâmica: Dr. Daniel Calheiros Batista e Dr. Mateus Frezza de Oliveira
Cirurgia cardíaca: Dr. Daniel Rossano Corrêa e Dr. Murilo Santos Bett
Cardiologia clínica: Dr. Gustavo Cagliari, Dr. Leonardo Bressan, Dr. Felipe Crochamore e Dr. Luiz Valentin Morello Filho.
Cirurgia vascular: Dr. Jackson Bernardi e Dr. José Victor Caporali

Adriano Ribeiro
Adriano Ribeiro
Colunista do Jornal Informe, traz informações sobre os bastidores da política e cotidiano de Caçador e da Grande Florianópolis, em duas colunas semanais publicadas aqui e no www.informefloripa.com. Contatos: (48) 99800-5836 | (48) 3733-6977. E-mail: redacao@informecacador.com.br
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