Os candidatos do PL ao Senado por Santa Catarina, Carol De Toni e Carlos Bolsonaro, participaram nesta quinta-feira (13) de um encontro com empresários na Associação Comercial e Industrial de Caçador (ACIC). Os dois foram ouvir do setor produtivo os efeitos das tarifas norte-americanas sobre as exportações catarinenses e se comprometeram a levar o tema como prioridade ao Senado.
O encontro reuniu lideranças de toda a região do Alto Vale do Rio do Peixe. Estiveram presentes o prefeito de Caçador, Alencar Mendes, a prefeita de Rio das Antas, Gilvane Moraes, o presidente da Câmara de Caçador, Jonatas Maia, o Bainho, os ex-prefeitos Saulo Sperotto de Caçador (que é pré-candidato a deputado estadual), e Dorival Borga, de Videira, os vereadores Fabiano do Guincho, Almir Dias, Marcos Souza e Cleiton Zago, de Videira, além do ex-vereador Adilberto Oliveira.
Empresários relataram os prejuízos acumulados desde a entrada em vigor das sobretaxas. Os Estados Unidos passaram a cobrar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros em 22 de julho, resultado de investigação do USTR com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Dois dias depois entrou em vigor uma nova sobretaxa de 12,5%, aplicada de forma cumulativa, o que levou parte das exportações brasileiras a uma tarifa total de 37,5%. Com isso, o Brasil se tornou o segundo país mais tarifado pelos Estados Unidos no mundo, atrás apenas da China.
Para Carol De Toni, a origem do problema está no campo diplomático. “Quem está pagando a conta é o trabalhador de Caçador, é o empresário que abriu a empresa aqui e agora vê o pedido cancelado do outro lado. E a raiz disso está na forma como este governo destruiu a relação do Brasil com um dos nossos principais parceiros comerciais”, afirmou.
As negociações entre os dois países não chegaram a um acordo, e negociadores brasileiros classificaram as demandas de Washington como desvantajosas para a indústria e a agricultura nacionais.
“Nós viemos aqui para ouvir e para assumir compromisso. No Senado, vou trabalhar ao lado do Carlos e do próximo presidente do Brasil, Flávio Bolsonaro, para reconstruir essa ponte. O Brasil precisa de uma política externa guiada pelo interesse de quem produz, e não por afinidade ideológica com regimes que não compram nada da gente”, disse Carol De Toni.
Ao final, os dois candidatos se colocaram à disposição das entidades empresariais da região para construir, junto ao setor, as propostas que serão levadas ao Senado.







