InícioNotíciaEntrevista com Priscila Andrade, a “Prysky”, candidata à presidência do Crea/SC

Entrevista com Priscila Andrade, a “Prysky”, candidata à presidência do Crea/SC

A engenheira e empresária Priscila Andrade “Prysky” é candidato à presidência da entidade de classe dos engenheiros e fala nesta entrevista um pouco sobre suas ideias e projetos

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Priscila Andrade “Prysky” é engenheira, empresária e candidata à presidência do CREA-SC. Conheça um pouco da trajetória dessa mulher, que tem trajetória construída no mercado real, na indústria, na construção e no desenvolvimento de negócios no Brasil e no exterior.

Formada em Engenharia de Alimentos pela UEPG, com Licenciatura em Química pela UTFPR, MBA em Gestão de Pessoas pela USP/Esalq e pós-graduação em Marketing Estratégico pelo Mackenzie, reúne formação sólida e visão estratégica. Atua desde 2008 na ABNT, com participação em comissões técnicas da construção civil, vidros e esquadrias, incluindo o CB-02 e contribuições na construção da NBR 15.575. Fala quatro idiomas, trabalhou em multinacionais na Europa e nos Estados Unidos, participou de câmaras de negociação em diversos países, é palestrante, mentora e criadora da Manada de Luxo, iniciativa voltada a liderança, posicionamento e expansão no Mercado de Luxo.

Sua trajetória reflete uma convicção clara: quem estuda, trabalha duro, entrega resultado e se desenvolve constrói carreira de verdade.

A eleição vai ocorrer cargo a cargo e na chapa encabeçada por Prysky também concorrem Álvaro Dourado, para diretoria geral da Mútua e Joel Krüger, para o Confea. Joel é o representante do Sul que já fez muito por SC e agora concorre com uma bandeira forte, a anuidade de R$ 250.

Álvaro Dourado, Prysky e Joel Krüger

—— CONFIRA A ENTREVISTA ——

INFORME – Qual a importância do Sistema Confea/Crea e Mútua para a sociedade?
PRISCILA ANDRADE “PRYSKY” – O Sistema é importante porque protege a sociedade. Quando uma obra, uma instalação, um equipamento ou um serviço técnico é executado por profissional habilitado, a sociedade ganha em segurança, qualidade e responsabilidade. Mas essa proteção só funciona bem quando o sistema também acompanha a realidade do mercado e não se limita a uma atuação formal. O CREA e o Confea têm natureza pública e função social essencial, e precisam agir com mais clareza, mais rastreabilidade e mais eficiência.

INFORME – Qual o papel do CREA-SC na vida dos profissionais?
PRISCILA ANDRADE “PRYSKY” –  O CREA-SC precisa ser mais do que um órgão que cobra e fiscaliza. Ele tem que ser uma instituição útil para quem trabalha. Isso significa dar previsibilidade, reduzir retrabalho, esclarecer critérios, proteger atribuições, organizar mercado e fazer o profissional sentir que aquilo que ele paga retorna em segurança jurídica, orientação, agilidade e respeito. Meu programa parte de uma premissa simples: o sistema precisa funcionar melhor para quem está na ponta.

INFORME – O Sistema representa apenas engenheiros?
PRISCILA ANDRADE “PRYSKY” – Não. O Sistema reúne diferentes profissões e modalidades tecnológicas, e isso precisa ser respeitado com equilíbrio. Uma das minhas preocupações é justamente evitar que o sistema olhe mais para algumas áreas e menos para outras. Valorizar de verdade é reconhecer a pluralidade das carreiras e fortalecer toda a base técnica que sustenta a sociedade.

INFORME – Qual é o principal desafio para a valorização profissional atualmente?
PRISCILA ANDRADE “PRYSKY” –  O principal desafio hoje é romper a distância entre o sistema e a realidade do mercado. O profissional paga anuidade, assume responsabilidade técnica, responde por risco, prazo e decisão, mas muitas vezes não percebe retorno proporcional em serviço, clareza e defesa concreta do seu espaço profissional. Valorização não é discurso. Valorização é organização de mercado, respeito à responsabilidade técnica, combate ao exercício irregular e atuação efetiva para que o engenheiro não seja tratado como custo descartável.

INFORME – Como a senhora pretende atuar na defesa do piso salarial?
PRISCILA ANDRADE “PRYSKY” –  Eu defendo duas frentes. A primeira é vigilância ativa sobre editais, contratações e modelos de remuneração que desrespeitam a profissão. A segunda é uma postura mais firme do CREA para mostrar ao mercado que responsabilidade técnica não é favor nem improviso. E digo mais: não basta brigar só pelo mínimo. A engenharia não pode continuar treinada para agradecer quando pagam o piso. O sistema precisa defender remuneração justa e reorganizar o mercado para que o trabalho técnico volte a ser reconhecido como valor.

INFORME – O que o profissional pode esperar em relação à fiscalização?
PRISCILA ANDRADE “PRYSKY” –  Pode esperar uma fiscalização mais inteligente, mais orientada por risco e mais conectada com geração de trabalho real para o profissional habilitado. Em pleno 2026, não ter fiscalização digital é um absurdo. Não faz sentido falar em modernização enquanto ainda se trabalha com lógica atrasada, processo travado e estrutura que não acompanha a realidade da tecnologia disponível.

Fiscalização boa não é só sair para autuar. É ter dados, rastreabilidade, mobilidade, tablet em campo, integração de sistemas e capacidade de identificar onde há exercício ilegal, onde falta responsável técnico e onde existe mercado que precisa ser ocupado por engenheiro.

Quando o CREA fiscaliza bem, ele protege a sociedade e também fortalece o profissional. Porque fiscalização séria combate irregularidade, organiza mercado e abre espaço para quem está habilitado trabalhar.

INFORME – Qual será a relação da futura gestão com as entidades de classe?
PRISCILA ANDRADE “PRYSKY” –  Será uma relação de previsibilidade, respeito e construção contínua. Entidade de classe não existe só para evento. Ela existe para organizar demandas, fortalecer representação e transformar interesses comuns em ação coletiva. O que eu defendo é uma relação mais clara, mais estável e mais produtiva, para que as entidades saibam como o sistema funciona, quais são os critérios e como transformar parceria em resultado real para o profissional.

INFORME – Como aproximar o CREA-SC dos profissionais?
PRISCILA ANDRADE “PRYSKY” –  Aproximar o CREA-SC dos profissionais exige sair do discurso e entrar na rotina real de quem está trabalhando. O CREA precisa estar mais presente nas regiões, ouvir mais, responder melhor e falar uma linguagem que o profissional reconheça como útil. Eu venho do mercado, não da estrutura interna do sistema. Sempre trabalhei em ambientes de resultado, e isso me ensinou uma coisa: quando a instituição não enxerga a dor real de quem está na ponta, ela perde sentido. Minha proposta é um CREA mais próximo, mais acessível e mais orientado à prática.

INFORME – Como a inovação estará presente na gestão?
PRISCILA ANDRADE “PRYSKY” –  Para mim, inovação não é slogan. É ferramenta de gestão. Ela estará presente na digitalização com propósito, na simplificação de fluxos, na transparência dos processos, na rastreabilidade das decisões, na segurança da informação e no uso de tecnologia para melhorar fiscalização, atendimento e governança. O CREA lida com dados sensíveis e responsabilidades críticas. Por isso, modernizar também significa proteger o ambiente digital, estruturar auditoria e usar tecnologia para dar previsibilidade e confiança.

INFORME – Qual será o papel da Mútua nesse processo?
PRISCILA ANDRADE “PRYSKY” –  A Mútua precisa ser tratada como parte de uma estratégia de fortalecimento do profissional, não como apêndice institucional. Ela pode ser importante em desenvolvimento, capacitação, apoio e benefícios, mas o ponto central é que tudo isso precisa conversar com a vida real de quem trabalha. O profissional quer perceber utilidade concreta, não só estrutura. A relação entre CREA, Confea e Mútua precisa fazer mais sentido para quem paga e para quem está na ponta.

INFORME – Por que os profissionais devem participar das eleições do Sistema?
PRISCILA ANDRADE “PRYSKY” –  Porque democracia exige escolha. E porque o profissional não pode continuar tratando como detalhe uma eleição que afeta diretamente anuidade, fiscalização, atribuições, mercado, transparência e representação. Um sistema sem participação tende a se fechar sobre si mesmo. Quando o profissional vota, ele ajuda a devolver legitimidade, pluralidade e controle real sobre os rumos da instituição.

INFORME – Qual sua mensagem final para os profissionais catarinenses?
PRISCILA ANDRADE “PRYSKY” –  Minha mensagem é simples: eu venho do mercado real e sei o que é depender da profissão, pagar conselho e sentir que a instituição muitas vezes não enxerga a realidade de quem está na ponta. Sei também o que é ser mulher e construir espaço com trabalho, competência e resultado. Minha candidatura nasce disso: da convicção de que o CREA-SC precisa ser mais claro, mais previsível, mais justo e mais útil para quem vive a engenharia de verdade. Quero um sistema que proteja a sociedade, mas que também respeite o profissional, organize mercado e devolva sentido ao que ele paga todos os anos.

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Adriano Ribeiro
Adriano Ribeiro
Colunista do Jornal Informe, traz informações sobre os bastidores da política e cotidiano de Caçador e da Grande Florianópolis, em duas colunas semanais publicadas aqui e no www.informefloripa.com. Contatos: (48) 99800-5836 | (48) 3733-6977. E-mail: redacao@informecacador.com.br
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