A Prefeitura de Caçador, em conjunto com o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente organizou nesta segunda-feira (18/5) uma caminhada em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. O 18 de maio marca o Maio Laranja, um mês de mobilização nacional sobre o tema.
O percurso atravessou a Avenida Barão do Rio Branco, uma das principais e mais movimentadas vias do município, e seguiu até a Casa Temática, no Parque Central. Esse ano, concentrou mais de 500 pessoas. Além do evento, a Prefeitura de Caçador realizou diversas ações para conscientização ao longo do mês.
De acordo com a presidente do conselho, Raquel Castilho, o envolvimento da sociedade civil é essencial para a proteção de crianças e jovens no município. “Nós demonstramos que existem pessoas para atender nossas crianças e adolescentes, demonstramos que eles são vistos e que os profissionais da nossa rede de proteção estão atentos às violações dos seus direitos”, declara.
Durante a caminhada, estiveram presentes as secretarias municipais de Assistência Social e Habitação, Saúde, Educação, Cultura, assim como outras instituições da rede de proteção à criança e ao adolescente, entidades da sociedade civil, e instituições privadas de ensino.
Casa Temática
A Casa Temática, em frente ao Parque Central, foi o ponto final do percurso. A ambientação dividiu o espaço em cômodos: um quarto, uma sala e uma cozinha, para criar um vínculo de empatia com os visitantes.
Outro objetivo é evidenciar a realidade mais frequente do abuso sexual no Brasil. Em sua maioria, casos de abuso ocorrem dentro de casa por familiares e conhecidos, conforme dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025 do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Em Caçador, a realidade é a mesma, de acordo com o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS).
Em cada cômodo ficarão disponíveis informações para instruir a comunidade sobre como identificar abuso ou exploração, identificar os sinais de que algo já aconteceu, como dar seguimento à denúncia, além de apoio psicológico e especializado para à vítima. Ficarão disponíveis profissionais especializados no acolhimento de revelações espontâneas e orientar os visitantes.
“A mobilização ensina a comunidade a ser mais atenta. É preciso saber diferenciar um carinho de algo libidinoso. As escolas e a rede de proteção estão preparadas, mas as famílias também precisam estar”, explica a presidente do Conselho, Raquel Castilho.
Comunidade engajada
Para a estudante do ensino médio, Maria Vitória Campos Arigoni, de 16 anos, a participação na caminhada é fundamental para garantir a segurança de crianças e adolescentes. A estudante realizou o percurso inteiro e ainda prestigiou a casa temática.
“Muitas crianças pequenas têm medo ou não entendem o que aconteceu, então trabalhar isso desde criança ensina a ter coragem de falar sobre o abuso, mesmo que venha de um familiar. E de encontrar um adulto que possa ajudar”, explica.
18 de maio
Desde a criação da Lei nº 9.970 de 2000, o 18 de maio é uma das principais datas de sensibilização sobre o abuso sexual e a exploração infanto juvenil. Além de conscientizar sobre o tema, a lei mantém viva a memória da menina Araceli Cabrera Sánchez Crespo, de 8 anos, que foi sequestrada, violentada e assassinada em Vitória (ES) no ano de 1973.
Como denunciar?
As denúncias podem ser anônimas. Os principais meios para denunciar são:
Disque 100
Conselho Tutelar: 3563-4045 ou 991316124
Polícia Militar: 190
Delegacia de Proteção à Criança, Mulher e Idoso: 3561-5936





