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Morreu o caçadorense que um dia “fez uma limpa na cidade”

O ex-procurador-geral do Ministério Público de Santa Catarina e caçadorense, João Carlos Kurtz, faleceu nesta quarta (11) aos 81 anos

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Por Frutuoso Oliveira

Morreu na madrugada desta quarta-feira (11), em Florianópolis, o ex-procurador-geral do Ministério Público de Santa Catarina, caçadorense João Carlos Kurtz, aos 81 anos.

Carlinhos, ou Talinhos para os amigos mais chegados, tem uma história muito rica no Ministério Público de Santa Catarina e sua relação com Caçador.

Filho do industrial Zeca Kurtz (prefeito de Caçador por três vezes) é irmão do também já falecido Zezo Kurtz, um dos fundadores do antiga Empasc, atual Epagri.

Ele foi o primeiro procurador-geral eleito pelos seus pares do MPSC e ficou à frente da instituição durante doze anos.

João Carlos Kurtz lançou recentemente um livro chamado Trajetória e Legado, editado pelo MPSC, onde conta sua história como promotor, iniciada na cidade de Tangará.

No livro, ele relata que assim que assumiu o comando do MPSC, enviou dois promotores para Caçador porque a cidade estava muito violenta, no início da década de 1980.

Num parágrafo do livro ele conta a seguinte história, referindo-se a Caçador e a escolha dos promotores Guido Feuser e Valberto Domingues:

“Eu visitei o Guido em Taió e disse: “Preciso que você vá para Caçador, porque nós temos que fazer uma limpa naquilo lá”. Narrei a ele os fatos, e o Guido disse: “Eu vou lá, eu vou testar”. Ele foi para lá e teve uma atitude muito incisiva na comarca. Ele e o outro Promotor começaram a lançar campanhas de desarmamento, botaram a polícia para funcionar, revistaram todos os carros, foram tomando armas. Até o carro do prefeito foi revistado – não sei se o prefeito estava junto. Eles começaram a bater firme, coisa com a qual a cidade de Caçador não estava acostumada”.

Ele conta ainda que uma comitiva de Caçador foi pedir a transferência do promotor, ele negou:

“Em primeiro lugar, o Promotor de lá é um dos melhores Promotores que nós temos, se não for o melhor. Ele foi escolhido por mim, porque Caçador estava precisando de um Promotor desse porte. Porque eu conheço Caçador muito bem. Eu não vou tirá-lo de lá”, conta no livro.

Para quem quiser ler o livro, aqui está o link:

https://www.mpsc.mp.br/documents/d/guest/diagramacao_livro-pgj_dr-kurtz_quadrado_v6

Na posse como procurador-geral observado por Jorge Bornhausen e Napoleão Amarante
Adriano Ribeiro
Adriano Ribeiro
Colunista do Jornal Informe, traz informações sobre os bastidores da política e cotidiano de Caçador e da Grande Florianópolis, em duas colunas semanais publicadas aqui e no www.informefloripa.com. Contatos: (48) 99800-5836 | (48) 3733-6977. E-mail: redacao@informecacador.com.br
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