O Legislativo Caçadorense inicia o ano de trabalhos nesta segunda-feira (2) com sessão inaugural às 18h15min, quando acontece a leitura da Mensagem de Abertura do Ano Legislativo de 2026 feita pelo prefeito Alencar Mendes (PL). Será uma sessão protocolar, quase solene.
Os trabalhos serão abertos mesmo e de fato na sessão ordinária desta terça (3). A expectativa é pela renúncia do presidente Almir Dias (PSDB). Caso isso se concretize, terá nova eleição para o cargo de presidente do Legislativo. Os demais cargos da Mesa deverão ser mantidos, pois foram eleitos para dois anos. Apenas deverá ter a renúncia de algum desses membros da Mesa, caso este deseja concorrer na eleição da presidência.
A atual Mesa Diretora é composta por Amir na presidência, Fabiano Dobner (PL), na vice-presidência, Clayton Zanella como primeiro Secretário e Amarildo Tessaro (PSDB), como segundo secretário.
Acordo
Lá em 2024, no pós-eleição, antes mesmo de assumir, os vereadores da base governista, com maioria absoluta na Câmara, fizeram uma reunião e nela compactuaram com a divisão do comando da Câmara através de um sistema de rodízio. O primeiro ano ficaria com o PSDB – como de fato aconteceu – seguido pelo PL neste ano e em 2027 o União Brasil. O último ano seria destinado ao PP, que tem o vereador Rubiano Schmitz (PP). Porém, esse quarto ano do PP está “em análise” em função de divergências políticas.
Renúncia frustrada
A expectativa era que a renúncia do presidente Almir Dias (PSDB) ocorresse no final de dezembro do ano passado, para que a eleição ocorresse e o novo presidente já assumisse responsável pelo planejamento do novo ano. Não foi o que aconteceu. Nos bastidores a informação que correu é que Almir não renunciou pois existia a possibilidade de o acordo não ser cumprindo, com a oposição tomando o comando através de acordos com alguns vereadores da base mais descontentes.
No entanto, durante a última sessão plenária do ano, o presidente da Câmara declarou publicamente que deixará o cargo no dia 3 de fevereiro, reafirmando o compromisso com o acordo político estabelecido no início da legislatura. Pelo que apurei, a renúncia nesta terça (3) está confirmada.
Definição no PL
Os panos quentes foram postos a partir de uma reunião em dezembro da executiva do PL (partido que pelo acordo indica o presidente para 2026). Nesse encontro foi batido o martelo e o partido deliberou internamento pelo nome do vereador Jonatas Maia, o Bainho para ocupar o comando da Casa. Um ofício inclusive foi enviado para a Câmara informando da decisão.
Dissidência
O maior problema dentro do PL é a rusga do atual governo municipal com o vereador Fabiano Dohner. Desde que o prefeito Alencar ingressou com seu grupo político no PL e tomou para si o comando, Fabiano se rebelou. Publicamente ele deixou claro que não engoliria perder o comando partidário e está levando adiante a revolta. A expectativa para amanhã é que, mesmo sem votos, Fabiano coloque seu nome à disposição contra o correligionário Bainho.
Votos
Pelos cálculos de bastidores, o candidato à presidência do PL, o Bainho, tem maioria para a eleição, com três votos do PSDB, dois do União Brasil e dois do PL, já descontando dos liberais o voto de Fabiano. Se ninguém roer a corda, tem maioria para a eleição.
Conspiração
Mas, em se tratando de eleição da presidência da Câmara, tudo pode acontecer. Caçador já viu ao longo da história algumas reviravoltas. Neste cenário atual, nos bastidores, algumas conspirações já estão a todo vapor. Em uma delas um vereador tucano seria aliciado para assumir a presidência, respaldado pelos quatro votos do MDB, mais os descontentes da base, Fabiano e Rubiano. Será que prospera?
Sem misturar
Outra dúvida está no posicionamento do vereador Clayton Zanella (UB) descontente com movimentações contrárias à sua vontade na secretaria da Educação. Contudo, de bastidores, a informação é de que o vereador não vai mistrar Executivo com Legislativo e manterá sua palavra na eleição da presidência.




